quinta-feira, 17 de março de 2011

ANTÍGENOS E IMUNÓGENOS

ANTÍGENOS:
Antígenos são quaisquer moléculas que possam ser reconhecidas pelo sistema imune adaptativo. O reconhecimento do antígeno é a base principal de todas as respostas imunes adaptativas. O ponto essencial a ser considerado com relação ao antígeno é que a estrutura é a força iniciadora e condutora de todas as respostas imunes. O sistema imune evoluiu com a finalidade de reconhecer os antígenos e destruir e eliminar a sua fonte. Quando o antígeno é eliminado, o sistema imune é desligado.
A seleção clonal envolve a proliferação de células que reconhecem um antígeno específico. Quando um antígeno se liga às poucas células que podem reconhecê-lo, estas são rapidamente induzidas a proliferar e em poucos dias existirá uma quantidade suficiente delas para elaborar uma resposta imune adequada.

IMUNÓGENO:
São moléculas que ativam os linfócitos interagindo especificamente com os receptores dos linfócitos T ou B.
  • EX: - componentes de microrganismos
                 - componetes de tecidos próprios

Rejeição de Celulas T, pelo Transplante no Camundongo

 
Inicialmente, os autores observaram que camundongos infectados com três diferentes vírus (lymphocytic choriomeningitis virus- LCMV; vaccinia virus- VV; vesicular stomatitis virus- VSV) apresentam, como esperado, células CD8+ produtoras de IFN-gama reativas contra antígenos virais e surpreendentemente contra antígenos alogenéicos (peptídeos H-2d) na fase efetora da infecção e que estas células continuam presentes mesmo após o clearance viral (6 semanas pós-infecção). Os autores também mostraram uma diferença quantitativa no número de células T aloreativas geradas pelos três tipos de vírus. Ou seja, a infecçõa pelo LCMV gera mais células T aloreativas que a infecção pelo VV e o VV mais que VSV. Esses resultados mostram que células T de memória aloreativas podem ser induzidas após infecção viral e reforçam o conceito de imunidade heteróloga, que pode ser definida pela reatividade de células T de memória a antígenos não relacionados aos antígenos responsáveis pela sensibilização.

Os autores também exploraram a indução de tolerância na presença de células T de memória. Para tanto, camundongos naive receberam quantidades crescentes de células T de memória de animais previamente sensibilizados pelo transplante de pele congênico. Após esta etapa, os animais foram submetidos a um protocolo de indução de tolerância ao enxerto previamente estabelecido pelo grupo (Adams et al, 2001), seguido do transplante de pele. Os resultados mostraram que quanto maior o número de células T de memória transferidas, mais rápida a rejeição do enxerto. A rejeição do enxerto não foi mediada por células CD4+ purificadas. A seguir, os autores determinaram qual a população de células CD8+ de memória era a responsável por este efeito. As células CD8+ foram fracionadas em memória central (CD8+ CD62Lhi) e memória efetora (CD8+ CD62Llo) e foi verificado que as duas populações de células T rejeitavam o enxerto. No entanto, a rejeição induzida pelas células T de memória central foi mais rápida que a induzida pela população T efetora. Em resumo, não é possível se estabelecer tolerância quando se tem um determinado número de células de memória.

quinta-feira, 3 de março de 2011

ORGÂOS LINFÓIDES PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS.

Drenar o excesso de liquido do corpo devolvendo-o ao sitstema circulatorio. Também ajuda nas reaçoes inflamatorias jah que sao intimamente ligados ao sistema imunologico.
No corpo humano existem diversos locais onde há produção de células linfóides maduras que vão agir no combate a agressores externos.
Alguns órgãos linfóides se encontram interpostos entre vasos sangüíneos e vão dar origem a células brancas na corrente sangüínea. Outros estão entre vasos linfáticos, e vão “filtrar” a linfa e combater antígenos que chegam até eles por essa via. Outros ainda podem ser encontrados fazendo parte da parede de outros órgãos, ou espalhados pela sua mucosa .

Os tecidos linfóides são classificados em primários e secundários. Os primários representam o local onde ocorrem asprincipais fases de amadurecimento dos linfócitos. O timo e a medula óssea são tecidos primários, pois é o local onde amadurecem o linfócitos T e B respectivamente. Os tecidos primários não formam células ativas na resposta imune, formam até o estágio de pro-linfócitos.
Os tecidos linfóides secundários são os que efetivamente participam da resposta imune, seja ela humoral ou celular. As células presentes nesses tecidos secundários tiveram origem nos tecidos primários, que migraram pela circulação e atingiram o tecido. Neles estão presentes os nodos linfáticos difusos, ou encapsulados como os linfonodos, as placas de Peyer, tonsilas baço e medula óssea. Devemos aqui destacar a medula óssea, que é órgão primários e secundário ao mesmo tempo.
O sangue leva oxigênio para as células, certo?
Esse oxigênio vai junto com água...
Ora, se cada vez que a célula recebe oxigênio, recebe um pouquinho de água, o que impede que a água se acumule?
Justamente o sistema linfático.
As células secretam essa água excedente no sistema linfático que carrega a água de volta para o sangue, desembocando perto do coração.

Além disso, o sistema linfático também recolhe linfócitos mortos (pus) durante inflamações, desempenhando assim um papel fundamental na defesa do organismo.